Este é o meu Atlas.O meu Atlas Deus que carrega o meu mundo. O meu Atlas que sofre por sonhos. O meu Atlas que, mesmo sofrendo por vezes, é feliz por sonhar.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Rir
Só já me dá para rir, tal não é a surrealidade de tudo isto. Não choro, não me chateio, não me aborreço. Só rio. Rio das disparidades de critérios. De vontades. Rio de gozo. De desprezo pelo desprezo. Ainda bem que há pessoas que agem sempre com dois pesos e duas medidas. Ainda bem que eu o vou começar a fazer também.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Tudo-Nada
Não compreendo porque é que se age como se nada se tivesse passado, quando tudo o que se passou foi tudo menos nada. Quando o nada que aconteceu, foi simplesmente o tudo que representa. Quando tudo o que se faz ou diz, é somente nada daquilo que se devia ter feito ou dito. Quando tudo me desilude. Quando já nada me espanta. Quando espero tudo que continuará a ser sempre nada.
Porque não se arranja um meio-termo? Que tal um tudo-nada perfeito?
Porque não se arranja um meio-termo? Que tal um tudo-nada perfeito?
Máquina
Há quem pense que sou uma máquina. Há quem pense que sou nada. Sei que não sou nenhuma das situações, principalmente a primeira. Canso-me e consumo-me como qualquer outra pessoa. Às vezes também me apetece desaparecer. Por um bocado. Deixar o tempo saltar sem que eu tenha consciência disso. Avançar e deixar algo para trás. Resolver coisas que não consigo resolver conscientemente. Que ao menos se resolvam enquanto viver nesse estado de entorpecimento em que vivo tudo mas não convivo nada. Só peço: por favor, deixem-me estar sossegado e não me incomodem mais.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Motivo aleatório
Pensei que a minha sorte me ia dar um motivo. Desejei com muita força que isso acontecesse... Mas não aconteceu.
Não vou ter saudades
Ainda não acabou e já sei que não gostei. Que não gosto. Muito menos que irei alguma vez gostar. Já sei que não vou ter saudades. De tudo. De todos. Não vou sentir aquela nostalgia de quem saboreou todos os momentos. Não vou sentir qualquer amargura por me atrever a pensar que poderia ter sido diferente. Foi o que tinha que ser. E o que tem que ser tem muita força. Não me arrependo de não ter perdido mais um minuto. Tenho a certeza que teria sido mais um minuto perdido. E a partir de agora vou-me tentar lembrar de me esquecer. Ou tentar esquecer de me lembrar. Mas não vou passar por cima disso. Vou passar ao lado. Completamente ao lado.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Inspira fundo...
Vão todos para o caralho que vos foda mais a merda da puta que vos pariu!
Pronto, já disse...
Pronto, já disse...
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Já não quero estar aqui
Falta-me um sorriso teu. De um ninguém qualquer. Um sorriso de quem sente o que eu sinto. De quem se sente como eu. Um mínimo gesto de emoção. Uma lágrima de orgulho por eu ganhar na tua derrota. Porque sim. Porque é isso que sai sem se pensar. Instintivo. Porque a felicidade dos alguns outros também tem de se completar com a minha. Falta-me perceber que eu existo em outras existências. Que faço sentido reflectido. Em algum lado, em alguma coisa... em alguém.
Já não quero estar aqui. Pensei, expressei, hesitei, acabei. Já não quero ser aqui.
Já não quero estar aqui. Pensei, expressei, hesitei, acabei. Já não quero ser aqui.
-Me
Quero ser meu dono. Dizer que não quero mais. Quero poder querer o que me apetece. Perceber-me. Saber que chego lá mesmo antes de o conseguir. Quero ser eu enquanto não me perco do que sou. Dar-me valor e penitenciar-me. Abraçar-me. Ver a alegria de mim em mim. Pura. Quero ir-me para poder sempre regressar-me ao que encarno. Representar papéis de um teatro de sonho. O meu. Quero conhecer-me como só eu o faço. Quero ser um. Comigo. Vencer-me e derrotar-me constantemente. Superar-me. Quero controlar-me. Escolher-me. Decidir-me. Quero muito. Com muita força.
domingo, janeiro 13, 2008
Talvez não saibas...
Talvez não saibas mas desta vez disseste-o como nunca o tinhas feito antes. Eu ouvi-o e senti-o. E podes ter a certeza que foi grande.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Ano Novo
Depois de passada qualquer suposta euforia inerente ao abandono do ano antigo (se é que esta alguma vez existiu), aproveito para deixar aqui a minha promessa para o ano novo que agora começa...
Este ano vou-me preocupar e aborrecer menos com isso.
Este ano vou-me preocupar e aborrecer menos com isso.
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