Se alguma vez me enganei tanto no carácter de alguém, essa vez foi contigo. Isto apesar de sempre ter tido tudo para acertar. Isto apesar de muitas pessoas sempre me terem mostrado que estava errado. Contigo sempre achei que era diferente. Que tu eras diferente. E acabaste por sê-lo...
Eras aquela a quem se pode chamar "melhor amiga". Sentia-o quase cegamente. Pensava vê-lo nos teus olhos quando falávamos, nas tuas palavras quando me completavas ou dizíamos o mesmo em simultâneo, no teu sorriso (supostamente) sincero, nos teus braços quando me cumprimentavas com um abraço.
Gostava muito de ti. Como não é possível gostar mais de um amigo. E um dos meus erros foi perceber isso tarde, foi procurar alguém para te substituir. Mas na vida, em qualquer situação, as pessoas não se podem trocar nos papéis que representam na vida de cada um. Se calhar por ter percebido isto tarde, magoei pessoas que conheci depois, só porque as queria iguais a ti. Como te conheci. Felizmente hoje já não é assim...
Quero acreditar que tudo o que passámos durante mais de dois anos foi verdadeiro. Que rias com vontade. Que desabafavas porque tinhas necessidade. Que choraste naquele dia porque ficaste triste. Não quero pôr isso em causa. Preciso de não pôr isso em causa.
No entanto, parece que te fui descobrindo (ou desmascarando?)... Não imaginas a desilusão que sofri quando percebi que os teus olhos verdes me escondiam mais do que aquilo que apenas reflectiam. Como pudeste dar lições de moral se eras tu que traías, ainda por cima várias vezes, as pessoas que gostavam de ti? Como pudeste abusar do teu poder e ficar com dinheiro destinado a outros que mais precisavam dele? E, acima de tudo, como pudeste ter a ousadia de negar tudo isto, principalmente sabendo que todos sabiam? Como é que alguém, com quem tanto aprendi, era afinal assim? Ainda hoje não sei se o que mais me chateia é o facto de afinal seres quem eu não pensava que eras ou se será o facto de eu não o ter percebido mais cedo. Mas a partir daí tomei noção que tinha de te dizer adeus... Mesmo que isso me custasse tanto como me custou. Mesmo que tivesse que chorar o que chorei. Não me arrependo. Tenho muita pena por ter tido que ser assim, mas não me arrependo. O que fizeste obrigou-me a isto. A minha maneira de ser obrigou-me a isto. Sei que te perdi. Não sei se perdeste alguma coisa. Mas sei que foi melhor para os dois.
... E sabes qual é a maior ironia? É que apesar de tudo o que se passou e de saber que jamais serei capaz de sequer te considerar uma conhecida, continuo a gostar de ti como sempre gostei.
Este é o meu Atlas.O meu Atlas Deus que carrega o meu mundo. O meu Atlas que sofre por sonhos. O meu Atlas que, mesmo sofrendo por vezes, é feliz por sonhar.
quinta-feira, setembro 28, 2006
domingo, setembro 17, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
Piano
Se há coisa que às vezes gosto e preciso é de me sentar ao teu colo. Ver-te abrir os lábios e mostrar esse teu sorriso enorme, certinho e brilhante. Sinto-me bem quando me sinto um contigo, quando as minhas mãos te agarram.
Sei que me conheces perfeitamente. Sei-o sem dúvidas. Na agressividade ou na suavidade com que falas, no tom mais ou menos alegre da tua voz. Tenho é pena de não te conhecer tão bem... Não me sobra tempo para poder descobrir os recantos de todos os teus cantos, as frases que poderias dizer se eu me esforçasse por isso, o aconchego ainda maior que me darias na solidão...
Nunca te vou perder. Porque não quero. Porque preciso de ti. Porque sei que, em todos os momentos em que estivermos juntos e depois eu te largar, vou estar muito mais leve. Muito melhor.
Sei que me conheces perfeitamente. Sei-o sem dúvidas. Na agressividade ou na suavidade com que falas, no tom mais ou menos alegre da tua voz. Tenho é pena de não te conhecer tão bem... Não me sobra tempo para poder descobrir os recantos de todos os teus cantos, as frases que poderias dizer se eu me esforçasse por isso, o aconchego ainda maior que me darias na solidão...
Nunca te vou perder. Porque não quero. Porque preciso de ti. Porque sei que, em todos os momentos em que estivermos juntos e depois eu te largar, vou estar muito mais leve. Muito melhor.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Férias
Férias é coisa que existe em quase tudo na vida... Estou a precisar muito delas agora. Férias de tudo. Para fazer nada. Todo o tempo para desperdiçar. Puramente. Ser um zero.
terça-feira, julho 25, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
Traição
A traição é o caminho dos mais fracos. É deles porque é quase sempre o mais fácil de seguir, aquele em que não é preciso pensar. Aquele que é guiado pelos instintos mais animais, mais brutos, mais crus e mais cruéis que existem dentro das pessoas. E quando digo traição é em relação ao companheiro, mas também ao amigo... e a si próprio. A traição é dos egoístas, dos egocêntricos. Dos que não medem os efeitos e não pensam nos outros quando o fazem (pelo menos até o fazerem). Dos que só procuram a satisfação. A sua satisfação. É a via dos que não lutam por serem racionais e correctos. Verdadeiros. É daqueles que querem aproveitar tudo, sem olhar a meios. Ou quem pisam e magoam. A traição é de quem não assume compromissos, responsabilidades, regras, morais. É de quem quebra tudo isso porque quer. Porque naquele momento (tão frequentemente aclamado como de glória) era o que sabia melhor. É este o caminho que muitos arranjam coragem para tomar mas quase ninguém tem coragem de o assumir, de o mostrar a todos, de dizer "Eu fiz". É o caminho da tentação. Do pecado. Do erro. Do fim.
quarta-feira, julho 12, 2006
Como é possível?
Como é possível deixar que a boca beije a do companheiro(a) quando o cérebro está a beijar a boca de quem se ama?
27
Parece que foi ainda há pouco tempo que tudo começou entre nós. Que deixámos de ser desconhecidos um para o outro. Que deixámos preconceitos e ideias pré-feitas e nos entregámos completamente um ao outro. É lindo pensar que hoje em dia isso ainda é possível de acontecer. E mais lindo é quando nos apercebemos que isso pode acontecer com nós próprios. Quase que chega a ser sonho…
quinta-feira, julho 06, 2006
Uma vez
A vida é feita de momentos singulares. Momentos que são oportunidades, coisas, pessoas. E enquanto bússolas da nossa vida, cabe a nós optar pelos momentos que queremos viver. Qual a oportunidade ou a pessoa ou a coisa que queremos a dada altura. Qual a oportunidade que abdicamos por determinada coisa, que coisa pomos em causa por aquela pessoa, que pessoa deixamos para trás porque queremos esta oportunidade. No entanto temos que ter a noção de que a maioria das oportunidades só acontece uma vez. Tal como as outras coisas... e tal como as pessoas. Muitos desses momentos só acontecem uma vez (tens muita sorte se te cruzares com eles de novo...). E ao optarmos por uns, estamos a perder outros definitivamente. Para sempre. Oportunidades, coisas, pessoas. A vida é um jogo. Sempre o será. E o jogo está precisamente na capacidade de tentarmos adivinhar as melhores escolhas... para não nos arrependermos. Porque enquanto se ganham umas oportunidades, umas coisas e umas pessoas, há também oportunidades, coisas e pessoas que se perdem. Para sempre.
Let's play?
Let's play?
domingo, julho 02, 2006
Subscrever:
Comentários (Atom)