Este é o meu Atlas.O meu Atlas Deus que carrega o meu mundo. O meu Atlas que sofre por sonhos. O meu Atlas que, mesmo sofrendo por vezes, é feliz por sonhar.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Mais um
As peças de puzzle que normalmente existem possuem quatro lados muito bem esculpidos. Muito bem detalhados. Para que encaixem em sítios muito bem determinados. De uma forma perfeita. No entanto, as peças de puzzle que eu mais admiro são aquelas que, apesar disto tudo, conseguem sempre arranjar maneira para que outra peça se lhes ligue. Que conseguem arranjar só mais um lado. Por mais pequeno que seja.
sábado, outubro 21, 2006
Duelo
A vida não é fácil. Nunca o foi e nunca o será. Mas uma coisa é sabê-lo e outra, completamente diferente, é ter de encarar isso no dia-a-dia. E é quando não estou bem e grande parte das coisas me corre mal, que eu percebo o quão sozinho estou aqui. O quanto tenho de depender de mim mesmo, só de mim, apenas para mim. É nestas alturas que percebo que não estou nem sou de lado nenhum. Percebo que fico atrás e para trás. Porque é esse o resultado do meu feitio, daquilo que sou e mostro ser. Afastar os outros. Se quero e gostaria de mudar? Às vezes penso que sim. Melhor. Às vezes sinto que sim. É o "coração" que mo diz. Mas apesar de assim ser, a "cabeça" não me deixa. Porque, afinal de contas, é a minha maneira de ser (mesmo sabendo que por vezes é demasiado absurda) que me torna diferente de todos os outros, principalmente dos que cedem incessantemente às pressões do grupo, da sociedade, do mundo. É o meu feitio que me deixa ser único. Único à minha maneira.
Valerá a pena? Enquanto eu achar que sim, sei que tenho que suportar este gigante duelo de titãs que tenho em mim. Tenho que aguentar estóica e heroicamente o embate entre estes sentimentos fortes e puros de mais e este meu pensamento de ter vontade de controlar e decidir aquilo que quero ser. Tenho a missão inglória de aguentar o meu núcleo de lava incandescente debaixo de um imenso manto de gelo. Não posso deixar que o fogo vermelho se apague, mas também não vou permitir que o gelo branco derreta. Pelo menos enquanto tiver forças... Enquanto acreditar que pode existir um equilíbrio... Enquanto existirem fadas...
Valerá a pena? Enquanto eu achar que sim, sei que tenho que suportar este gigante duelo de titãs que tenho em mim. Tenho que aguentar estóica e heroicamente o embate entre estes sentimentos fortes e puros de mais e este meu pensamento de ter vontade de controlar e decidir aquilo que quero ser. Tenho a missão inglória de aguentar o meu núcleo de lava incandescente debaixo de um imenso manto de gelo. Não posso deixar que o fogo vermelho se apague, mas também não vou permitir que o gelo branco derreta. Pelo menos enquanto tiver forças... Enquanto acreditar que pode existir um equilíbrio... Enquanto existirem fadas...
terça-feira, outubro 10, 2006
Um mundo de peças
Imaginem um lugar imenso. Um espaço fechado do tamanho do mundo. Um mundo como o nosso. Imaginem esse sítio. Cheio de puzzles. Com as peças todas fora das caixas. Todas misturadas. Tudo junto. Grandes com pequenas. Com encaixes direitos ou tortos. A cores ou a preto e branco. Qual seria a probabilidade de tirar duas peças com características parecidas? Muito pequena. Mas imaginem que conseguiam. E agora... qual seria a probabilidade de essas mesmas duas peças pertencerem ao mesmo puzzle? Ainda é uma coisa remota, mas muito mais plausível. E qual seria a probabilidade de essas duas peças do mesmo puzzle encaixarem uma na outra? É claro que ia depender do tamanho do puzzle, mas é já uma coisa mais possível. Já agora, se essas peças encaixassem, qual seria a probabilidade de estarem viradas uma para a outra, com os lados certos? Cada uma tem que estar com o lado certo virado, ou seja, será algo do género: 1/4 vezes 1/4. 1/16 se não me falha a matemática. Comparada com a probabilidade do início, isto é quase um acontecimento certo...
Depois de se tirarem duas peças de puzzle de um mundo cheio delas e de se saber que têm as mesmas características, pertencem ao mesmo puzzle e podem encaixar, porque é que a porcaria das peças não conseguem ficar juntas?
Depois de se tirarem duas peças de puzzle de um mundo cheio delas e de se saber que têm as mesmas características, pertencem ao mesmo puzzle e podem encaixar, porque é que a porcaria das peças não conseguem ficar juntas?
quinta-feira, setembro 28, 2006
Passado presente
Se alguma vez me enganei tanto no carácter de alguém, essa vez foi contigo. Isto apesar de sempre ter tido tudo para acertar. Isto apesar de muitas pessoas sempre me terem mostrado que estava errado. Contigo sempre achei que era diferente. Que tu eras diferente. E acabaste por sê-lo...
Eras aquela a quem se pode chamar "melhor amiga". Sentia-o quase cegamente. Pensava vê-lo nos teus olhos quando falávamos, nas tuas palavras quando me completavas ou dizíamos o mesmo em simultâneo, no teu sorriso (supostamente) sincero, nos teus braços quando me cumprimentavas com um abraço.
Gostava muito de ti. Como não é possível gostar mais de um amigo. E um dos meus erros foi perceber isso tarde, foi procurar alguém para te substituir. Mas na vida, em qualquer situação, as pessoas não se podem trocar nos papéis que representam na vida de cada um. Se calhar por ter percebido isto tarde, magoei pessoas que conheci depois, só porque as queria iguais a ti. Como te conheci. Felizmente hoje já não é assim...
Quero acreditar que tudo o que passámos durante mais de dois anos foi verdadeiro. Que rias com vontade. Que desabafavas porque tinhas necessidade. Que choraste naquele dia porque ficaste triste. Não quero pôr isso em causa. Preciso de não pôr isso em causa.
No entanto, parece que te fui descobrindo (ou desmascarando?)... Não imaginas a desilusão que sofri quando percebi que os teus olhos verdes me escondiam mais do que aquilo que apenas reflectiam. Como pudeste dar lições de moral se eras tu que traías, ainda por cima várias vezes, as pessoas que gostavam de ti? Como pudeste abusar do teu poder e ficar com dinheiro destinado a outros que mais precisavam dele? E, acima de tudo, como pudeste ter a ousadia de negar tudo isto, principalmente sabendo que todos sabiam? Como é que alguém, com quem tanto aprendi, era afinal assim? Ainda hoje não sei se o que mais me chateia é o facto de afinal seres quem eu não pensava que eras ou se será o facto de eu não o ter percebido mais cedo. Mas a partir daí tomei noção que tinha de te dizer adeus... Mesmo que isso me custasse tanto como me custou. Mesmo que tivesse que chorar o que chorei. Não me arrependo. Tenho muita pena por ter tido que ser assim, mas não me arrependo. O que fizeste obrigou-me a isto. A minha maneira de ser obrigou-me a isto. Sei que te perdi. Não sei se perdeste alguma coisa. Mas sei que foi melhor para os dois.
... E sabes qual é a maior ironia? É que apesar de tudo o que se passou e de saber que jamais serei capaz de sequer te considerar uma conhecida, continuo a gostar de ti como sempre gostei.
Eras aquela a quem se pode chamar "melhor amiga". Sentia-o quase cegamente. Pensava vê-lo nos teus olhos quando falávamos, nas tuas palavras quando me completavas ou dizíamos o mesmo em simultâneo, no teu sorriso (supostamente) sincero, nos teus braços quando me cumprimentavas com um abraço.
Gostava muito de ti. Como não é possível gostar mais de um amigo. E um dos meus erros foi perceber isso tarde, foi procurar alguém para te substituir. Mas na vida, em qualquer situação, as pessoas não se podem trocar nos papéis que representam na vida de cada um. Se calhar por ter percebido isto tarde, magoei pessoas que conheci depois, só porque as queria iguais a ti. Como te conheci. Felizmente hoje já não é assim...
Quero acreditar que tudo o que passámos durante mais de dois anos foi verdadeiro. Que rias com vontade. Que desabafavas porque tinhas necessidade. Que choraste naquele dia porque ficaste triste. Não quero pôr isso em causa. Preciso de não pôr isso em causa.
No entanto, parece que te fui descobrindo (ou desmascarando?)... Não imaginas a desilusão que sofri quando percebi que os teus olhos verdes me escondiam mais do que aquilo que apenas reflectiam. Como pudeste dar lições de moral se eras tu que traías, ainda por cima várias vezes, as pessoas que gostavam de ti? Como pudeste abusar do teu poder e ficar com dinheiro destinado a outros que mais precisavam dele? E, acima de tudo, como pudeste ter a ousadia de negar tudo isto, principalmente sabendo que todos sabiam? Como é que alguém, com quem tanto aprendi, era afinal assim? Ainda hoje não sei se o que mais me chateia é o facto de afinal seres quem eu não pensava que eras ou se será o facto de eu não o ter percebido mais cedo. Mas a partir daí tomei noção que tinha de te dizer adeus... Mesmo que isso me custasse tanto como me custou. Mesmo que tivesse que chorar o que chorei. Não me arrependo. Tenho muita pena por ter tido que ser assim, mas não me arrependo. O que fizeste obrigou-me a isto. A minha maneira de ser obrigou-me a isto. Sei que te perdi. Não sei se perdeste alguma coisa. Mas sei que foi melhor para os dois.
... E sabes qual é a maior ironia? É que apesar de tudo o que se passou e de saber que jamais serei capaz de sequer te considerar uma conhecida, continuo a gostar de ti como sempre gostei.
domingo, setembro 17, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
Piano
Se há coisa que às vezes gosto e preciso é de me sentar ao teu colo. Ver-te abrir os lábios e mostrar esse teu sorriso enorme, certinho e brilhante. Sinto-me bem quando me sinto um contigo, quando as minhas mãos te agarram.
Sei que me conheces perfeitamente. Sei-o sem dúvidas. Na agressividade ou na suavidade com que falas, no tom mais ou menos alegre da tua voz. Tenho é pena de não te conhecer tão bem... Não me sobra tempo para poder descobrir os recantos de todos os teus cantos, as frases que poderias dizer se eu me esforçasse por isso, o aconchego ainda maior que me darias na solidão...
Nunca te vou perder. Porque não quero. Porque preciso de ti. Porque sei que, em todos os momentos em que estivermos juntos e depois eu te largar, vou estar muito mais leve. Muito melhor.
Sei que me conheces perfeitamente. Sei-o sem dúvidas. Na agressividade ou na suavidade com que falas, no tom mais ou menos alegre da tua voz. Tenho é pena de não te conhecer tão bem... Não me sobra tempo para poder descobrir os recantos de todos os teus cantos, as frases que poderias dizer se eu me esforçasse por isso, o aconchego ainda maior que me darias na solidão...
Nunca te vou perder. Porque não quero. Porque preciso de ti. Porque sei que, em todos os momentos em que estivermos juntos e depois eu te largar, vou estar muito mais leve. Muito melhor.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Férias
Férias é coisa que existe em quase tudo na vida... Estou a precisar muito delas agora. Férias de tudo. Para fazer nada. Todo o tempo para desperdiçar. Puramente. Ser um zero.
terça-feira, julho 25, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
Traição
A traição é o caminho dos mais fracos. É deles porque é quase sempre o mais fácil de seguir, aquele em que não é preciso pensar. Aquele que é guiado pelos instintos mais animais, mais brutos, mais crus e mais cruéis que existem dentro das pessoas. E quando digo traição é em relação ao companheiro, mas também ao amigo... e a si próprio. A traição é dos egoístas, dos egocêntricos. Dos que não medem os efeitos e não pensam nos outros quando o fazem (pelo menos até o fazerem). Dos que só procuram a satisfação. A sua satisfação. É a via dos que não lutam por serem racionais e correctos. Verdadeiros. É daqueles que querem aproveitar tudo, sem olhar a meios. Ou quem pisam e magoam. A traição é de quem não assume compromissos, responsabilidades, regras, morais. É de quem quebra tudo isso porque quer. Porque naquele momento (tão frequentemente aclamado como de glória) era o que sabia melhor. É este o caminho que muitos arranjam coragem para tomar mas quase ninguém tem coragem de o assumir, de o mostrar a todos, de dizer "Eu fiz". É o caminho da tentação. Do pecado. Do erro. Do fim.
quarta-feira, julho 12, 2006
Como é possível?
Como é possível deixar que a boca beije a do companheiro(a) quando o cérebro está a beijar a boca de quem se ama?
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