Este é o meu Atlas.O meu Atlas Deus que carrega o meu mundo. O meu Atlas que sofre por sonhos. O meu Atlas que, mesmo sofrendo por vezes, é feliz por sonhar.
sábado, abril 25, 2009
Virtudes e defeitos
quinta-feira, abril 16, 2009
Destruição
segunda-feira, abril 13, 2009
Desprezo
E a ti te devo quase tudo isto. A ti te devo o cimento com que construí este meu arranha-céus. A argamassa que não passa de areia fina que foge à mais minuciosa peneira. A mesma peneira que, por fim, ganhou buracos para não mais te tapar. E te expor horrivelmente à luz de todos os dias. Para te despir de todo o batom, base, rimel e outros que tais que te cobriam. Para revelar a tua honesta falsidade por trás de toda a teatralidade de merda que ostentas.
Muito sinceramente... Desprezo-te.
domingo, março 15, 2009
Lei
A ti desculpo-te porque sim. Contigo nem me interesso porque não vales a pena. A ti não te perdoo jamais enquanto tiver juízo. Se essas são as regras, também eu usarei dualidades de interpretações e acções. Quando me apetecer. Não é essa a lei?
domingo, março 01, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Perfume
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Over-friendly guest
Os amigos são como a morte. Matam-nos sem aviso. Chegam calma e capitalmente sem nos apercebermos. Entram na nossa cama, na nossa casa. Na nossa vida. Tantas vezes sem permissão. Quase sempre sem autorização. Nunca com aviso prévio. Vêm de graça, oferecidos e cobertos de veneno. Prendas madrastas. Emocionantemente vazias ou então não. Ou então repletas de aventuras decorrentes das desventuras que nos causam. Vultos despidos de coração que movimente o sangue que não têm. Brancos de cal e de frio que apaga sempre, a qualquer instante, qualquer sopro quente que se ouse levantar. Estranhos que à força nos forçam a deixá-los consumir a nossa existência. A roer os nossos actos. A matarmo-nos de dentro para fora. Só porque os deixámos chegar. Só porque não podíamos evitar que chegassem. Só porque os amigos são a morte de todos os nossos dias. Aquela que nos molesta indefinidamente. E infinitamente. E que dói mais que a original, que só vem uma vez. E no fim.
domingo, janeiro 25, 2009
Mundos invertidos
Perguntei-te se querias ficar. Nem para mim olhaste.
Perguntei-te o que te faltava. Ignoraste-me por completo.
Perguntei-te porquê. Viraste a cara.
Perguntei-te se valia a pena. Suspiraste para o ar.
Perguntei-te o que se passava. Não me disseste nada.
Não te respondi. Não me perguntaste se queria ir.
Nem para ti olhei. Não me perguntaste se queria ficar.
Ignorei-te por completo. Não me perguntaste o que me faltava.
Virei-te a cara. Não me perguntaste porquê.
Suspirei para o ar. Não me perguntaste se valia pena.
Não te disse nada. Não me perguntaste o que se passava.