sábado, abril 25, 2009

Virtudes e defeitos

Embora consigamos conhecer as virtudes de alguém quando gostamos dessa pessoa, geralmente só temos capacidade para ver os defeitos quando ganhamos coragem para a detestar.

quinta-feira, abril 16, 2009

Destruição

Ando com uma tremenda vontade de destruir isto tudo... E o problema é que tenho plena noção de que tenho capacidade para o fazer.

segunda-feira, abril 13, 2009

Desprezo

Dizem ser a melhor fase da vida de cada um de nós. Nunca senti isso e começa a ficar tarde para continuar a manter as esperanças de que tal ainda venha a acontecer. São demasiadas coisas que não funcionam. Demasiados erros e faltas de tudo o que se pode imaginar. De respeito, de presença, de consideração, de tempo, de coerência. O ruir de uma ilusão exageradamente perfeita para que um só tijolo dela se tornasse realidade. As expectativas armadas em grandezas são sempre assim: meros edifícios mentais e intelectuais cujas fundações são fundamentos infundados sobre a natureza humana. Fundamentos que se fundamentam no facto de existir uma natureza humana sobejamente fundamentada.
E a ti te devo quase tudo isto. A ti te devo o cimento com que construí este meu arranha-céus. A argamassa que não passa de areia fina que foge à mais minuciosa peneira. A mesma peneira que, por fim, ganhou buracos para não mais te tapar. E te expor horrivelmente à luz de todos os dias. Para te despir de todo o batom, base, rimel e outros que tais que te cobriam. Para revelar a tua honesta falsidade por trás de toda a teatralidade de merda que ostentas.
Muito sinceramente... Desprezo-te.

domingo, março 15, 2009

Lei

Ainda não me esqueci do que aconteceu. Ainda o tenho bem presente na minha mente. Ainda consigo ver o filme de todos os momentos que pairaram à minha volta. Ainda consigo ouvir todas as palavras tão nítidas como se estivessem agora a ser proferidas. Ainda vejo esses sorrisos de merda a iluminar espíritos de gozo e desprezo. Ainda reconheço (e cada vez mais) essa dualidade de critérios e maneiras de agir perante tudo e todos. Infelizmente ainda vivo isso tudo na minha pele.
A ti desculpo-te porque sim. Contigo nem me interesso porque não vales a pena. A ti não te perdoo jamais enquanto tiver juízo. Se essas são as regras, também eu usarei dualidades de interpretações e acções. Quando me apetecer. Não é essa a lei?

domingo, março 01, 2009

Más acções

Muitas vezes as más acções partem de muito boas intenções.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Perfume

Sabes do que é que eu mais gosto quando dormes na minha cama? A possibilidade de ficar com o teu perfume nos meus lençóis e na minha almofada, mesmo depois de te teres ido embora.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Over-friendly guest

Do you know how pale and wanton thrillful comes death on a strange hour ..., unannounced, unplanned for ..., like a scaring over-friendly guest you've brought to bed?

Jim Morrison

Os amigos são como a morte. Matam-nos sem aviso. Chegam calma e capitalmente sem nos apercebermos. Entram na nossa cama, na nossa casa. Na nossa vida. Tantas vezes sem permissão. Quase sempre sem autorização. Nunca com aviso prévio. Vêm de graça, oferecidos e cobertos de veneno. Prendas madrastas. Emocionantemente vazias ou então não. Ou então repletas de aventuras decorrentes das desventuras que nos causam. Vultos despidos de coração que movimente o sangue que não têm. Brancos de cal e de frio que apaga sempre, a qualquer instante, qualquer sopro quente que se ouse levantar. Estranhos que à força nos forçam a deixá-los consumir a nossa existência. A roer os nossos actos. A matarmo-nos de dentro para fora. Só porque os deixámos chegar. Só porque não podíamos evitar que chegassem. Só porque os amigos são a morte de todos os nossos dias. Aquela que nos molesta indefinidamente. E infinitamente. E que dói mais que a original, que só vem uma vez. E no fim.

domingo, janeiro 25, 2009

Mundos invertidos

Perguntei-te se querias ir. Não me respondeste.

Perguntei-te se querias ficar. Nem para mim olhaste.

Perguntei-te o que te faltava. Ignoraste-me por completo.

Perguntei-te porquê. Viraste a cara.

Perguntei-te se valia a pena. Suspiraste para o ar.

Perguntei-te o que se passava. Não me disseste nada.



Não te respondi. Não me perguntaste se queria ir.

Nem para ti olhei. Não me perguntaste se queria ficar.

Ignorei-te por completo. Não me perguntaste o que me faltava.

Virei-te a cara. Não me perguntaste porquê.

Suspirei para o ar. Não me perguntaste se valia pena.

Não te disse nada. Não me perguntaste o que se passava.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Definições VI

"Morte" desejo profundo de que alguém desapareça da nossa vida, de forma física ou mental. Não necessita de "morrer" para outros. Tem simplesmente e somente de "morrer" para nós. Para sempre.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Não te atreverias...

Se tiveres o azar de eu chegar a saber que fizeste comigo o mesmo que fizeste com outras pessoas, acho que me encherei de coragem para te partir de cima a baixo. Claro que não de uma forma literal. Mas de uma forma que te vai doer muito mais.