Este é o meu Atlas.O meu Atlas Deus que carrega o meu mundo. O meu Atlas que sofre por sonhos. O meu Atlas que, mesmo sofrendo por vezes, é feliz por sonhar.
domingo, março 15, 2009
Lei
A ti desculpo-te porque sim. Contigo nem me interesso porque não vales a pena. A ti não te perdoo jamais enquanto tiver juízo. Se essas são as regras, também eu usarei dualidades de interpretações e acções. Quando me apetecer. Não é essa a lei?
domingo, março 01, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Perfume
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Over-friendly guest
Os amigos são como a morte. Matam-nos sem aviso. Chegam calma e capitalmente sem nos apercebermos. Entram na nossa cama, na nossa casa. Na nossa vida. Tantas vezes sem permissão. Quase sempre sem autorização. Nunca com aviso prévio. Vêm de graça, oferecidos e cobertos de veneno. Prendas madrastas. Emocionantemente vazias ou então não. Ou então repletas de aventuras decorrentes das desventuras que nos causam. Vultos despidos de coração que movimente o sangue que não têm. Brancos de cal e de frio que apaga sempre, a qualquer instante, qualquer sopro quente que se ouse levantar. Estranhos que à força nos forçam a deixá-los consumir a nossa existência. A roer os nossos actos. A matarmo-nos de dentro para fora. Só porque os deixámos chegar. Só porque não podíamos evitar que chegassem. Só porque os amigos são a morte de todos os nossos dias. Aquela que nos molesta indefinidamente. E infinitamente. E que dói mais que a original, que só vem uma vez. E no fim.
domingo, janeiro 25, 2009
Mundos invertidos
Perguntei-te se querias ficar. Nem para mim olhaste.
Perguntei-te o que te faltava. Ignoraste-me por completo.
Perguntei-te porquê. Viraste a cara.
Perguntei-te se valia a pena. Suspiraste para o ar.
Perguntei-te o que se passava. Não me disseste nada.
Não te respondi. Não me perguntaste se queria ir.
Nem para ti olhei. Não me perguntaste se queria ficar.
Ignorei-te por completo. Não me perguntaste o que me faltava.
Virei-te a cara. Não me perguntaste porquê.
Suspirei para o ar. Não me perguntaste se valia pena.
Não te disse nada. Não me perguntaste o que se passava.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Definições VI
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Não te atreverias...
quarta-feira, dezembro 31, 2008
2009
quinta-feira, dezembro 25, 2008
"E sinto que isso nos faz falta."
Podia ter sido inventado, ser uma ilusão da memória ou simplesmente um sonho. Mas não foi. O choque e o espanto destas palavras não chegam para negar a sua existência. Chegam sim para uma crescente frustração e noção de incapacidade de tomar rumos. Para uma incredulidade demasiado repleta de raiva e tristeza. Principalmente tristeza.
A realidade é isto mesmo. A inconstância do presente, com reminiscências do passado e promessas falhadas no futuro.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Dramática
Pela primeira vez não me apetece escrever. Pela primeira vez não tenho nada para escrever. Pela primeira vez não vou escrever. Porquê? Para quê? Vou escrever sim. Sobre o que não sei. Mas sei sobre o que não vou escrever. Desta vez serei banal. Normal. Vulgar. Igual aos outros. Não haverá nada de especial. De transcendente. De diferente. Cada coisa no seu devido lugar. Nem acima, nem abaixo. Só no seu sítio. Finjamos então que é assim que tudo funciona. E ponhamos um sorriso parvo em todas as caras. Não é a vida um imenso teatro? Levantem a cortina que isto só já faz sentido num palco com uma plateia a aplaudir uma história que só pode existir na fantasia de uma peça. Dramática claro.